NEVO AZUL

 

O nevo azul, descrito inicialmente por Tièche, em 1906. é lesão pigmentada dermo-hipodérmica constituída por melanócitos dendríticos ou bipolares.Mais comum em pacientes brancas, surge nas primeiras quatro décadas da vida, havendo poucas citações de casos congênitos. São propostas duas hipóteses para sua histogênese: na primeira, as células seriam melanócitos ectopicamente retidos durante a migração da crista neural para o destino final; de acordo com a segunda, teria origem em células de Schwann melanogênicas. Atualmente admite-se, com base em estudos imuno-histoquímicos, que esse nevo possua células precursoras, com características comuns aos melanócitos e às células de Schwann.

Consideram-se seis tipos de nevo azul: comum (Jadassohn-Tièche), celular, combinado, composto, profundamente pigmentado e nevo azul maligno, sendo mais freqüentes os dois primeiros.O tipo comum corresponde a nódulo cupuliforme, em geral pequeno, de cor azul-ardósia ou preto-azulada, raramente excedendo a um centímetro, com localização preferencial no dorso das mãos ou dos pés. Pode estar presente ao nascimento ou surgir durante a infância.

Bem menos freqüente, o tipo celular apresenta-se como nódulo azulado, medindo de um a três centímetros, podendo ter maiores dimensões. Localiza-se em geral nas nádegas, região sacrococcígea, couro cabeludo, face ou pés.Há citações de raras localizações extracutâneas de nevo azul, como na cérvix uterina próstata, conjuntiva, seio maxilar e cavidade oral.

A diferenciação histopalológica entre os tipos comum e celular é feita sem dificuldades. No primeiro, os melanócitos são alongados, delgados, por vezes ligeiramente tortuosos, com o eixo maior paralelo à epiderme. Observa-se abundante pigmento melânico, presente tanto nos melanócitos dérmicos como nos melanófagos. O estroma exibe muitas fibras colágenas e aumento numérico de fibroblastos. No tipo celular observam-se, além da presença de melanócitos dndríticos e melanófagos. células com núcleo ovóide e abundante citoplasma claro, com pouca ou nenhuma melanina, dispostas em agregados firmes e feires de direção paralela aos eixos celulares.

O termo nevo azul combinado (NC) designa lesões em que se observa superposição de aspectos microscópicos de nevo azul com nevo melanocítico, ocorrendo em apenas 1% dos exames histopatológicos de nevos. É usualmente pigmentado na profundidade, apresenta margens irregulares e dimensões maiores do que as da variedade comum, aspectos sugestivos de dupla origem. O componete nevo azul e pode ser do tipo comum ou celular, e o melanócito, juncional, composto, intradérmico ou, mais raro, nevo de Spitz. Seu diagnóstico repousa em critérios essencialmente histopatológicos. O componente juncional e a presença, na derme, de células dendríticas bipolares altamente pigmentadas, características do grupo dos nevos azuis, são aspectos considerados essenciais. Caso os melanócitos juncionais interrompam sua proliferação, o nevo torna-se intradérmico, podendo encerrar formações neuróides em sua parte mais profunda denominadas corpúsculos návicos, de Manson.

Degeneração maligna, embora muito rara, pode ocorrer no nevo azul, sendo o tipo celular considerado lesão precursora.

 Diâmetro superior a 2cm em lesão solitária, multiplicidade de lesões, eflorescências em placa ou multinodulares e/ou história de crescimento rápido ou progressivo são considerados sinais clínicos de transformação. As localizações mais comuns do nevo azul maligno são o couro cabeludo, pés e tronco; as menos freqüentes: face, mãos, pescoço e coxas.

 

TRATAMENTO NEVO AZUL:

O tratamento de escolha é cirúrgico, como o cuidado excisar completamente a lesão, levando-se em consideração a profundidade do pigmento. No entanto, a ressecção radical pode não ser adequada quando estruturas neurológicas vitais ou vasculares se acharem envolvidas, necessitando os pacientes de meticuloso seguimento para detecção de eventual crescimento da neoplasia. Admitindo-se como rara a transformação maligna.

 

bibliografia:  CORREA L. A. C. ; CARNEIRO F. R. O. ; BARROS MEIRELES V. M. ; MIRANDA M. F. R.:NEVO AZUL COMBINADO GIGANTE : RELATO DE CASO = COMBINED BLUE NEVUS : A CASE REPORT,anais brasileiros de dermatologia:1998, vol. 73, no3, pp. 225-228

 

IMPORTANTE

  • Procure o seu dermatologista para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios

 

 

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Tópico: NEVO AZUL

Nevo azul

Data: 11/03/2014 | De: Alberto Reis

tinha um nevo azul na região frontal da face, couro cabeludo, mas em um local onde não tem cabelo, digamos entradas de cálvice. de aproximadamente 1,5 cm, já faz mais de 6 anos. A dermatologista pediu exame para saber se era maligno ou benigno, mas não entrou em detalhes. caso seja maligno tem tratamento? qual tratamento? meu email é bheto_40@hotmail.com. Grato


Orientação

Data: 21/01/2014 | De: cirlene medeiros costa

Por favor gostaria de saber se Nevo azul margens livres o que significa fiz Macroscopia : fragmento elíptico de pele clara medindo 1x0,5 cm e com pápula azul escura de 0,5cm na superficie podem me ajudar meu email é cirlene1104@hotmail.com desde já muito obrigado por me ajudar uma boa tarde .

nevo azul comum

Data: 14/10/2013 | De: suse nascimento

gstaria de saber se este nevo azul e prigoso,ele ja foi removido mas agora estou com problemas em duar sangue dizem que nunca mais poço dar sangue por causa duma lei que lei e essa?obrigado

Nevo Congênito

Data: 30/04/2013 | De: Mário

Meu filho nasceu na quinta feira com Nevo Congênito gigante na face, existe cura? qual é o caminho a seguir a princípio?

Mário

nevo melanocito combinado

Data: 26/04/2013 | De: Natalia

gostaria de saber se este nevo melanocito juncional tem perspectiva de ser maligno,(nevo azul, mais, nevo melanócito juncional),preciso de orientação qual profissional deve ser consultado.Obrigada,
Natalia

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